Boticário

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O socorro - Millôr Fernandes Interpretação textual

O socorro
                                                                   Millôr Fernandes

"Ele foi cavando, cavando, cavando, pois sua profissão - coveiro - era cavar. Mas, de repente, na distração do ofício que amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que sozinho não conseguiria sair. Gritou. Ninguém
atendeu. Gritou mais forte.
Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite. Sentou-se no
fundo da cova, desesperado. A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das horas tardias. Bateu o frio da madrugada e, na noite escura, não se ouviu um som humano, embora o cemitério estivesse cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. 
Só pouco depois da meia-noite é que uns passos. Deitado no fundo da cova, o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma
cabeça ébria apareceu lá em cima, perguntou o que havia: "O que é que há?"
O coveiro então gritou, desesperado: "Tire-me daqui, por favor. Estou com um frio terrível!"
"Mas, coitado!" - condoeu-se o bêbado - "Tem toda razão de estar com frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!" E, pegando a pá, encheu-a epôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

Moral: Nos momentos graves, é preciso verificar muito bem para quem se apela."

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01. Lendo o texto, você conclui que o coveiro
A) não gostava do que fazia.
B) era uma pessoa atenta ao que fazia.
C) recebeu ajuda, rapidamente, do bêbado.
D) não foi capaz de pedir ajuda.
E) não foi bem sucedido no seu ofício.

02. Que afirmativa abaixo expressa a mesma ideia da moral do texto?
A) Deve-se pedir socorro a qualquer pessoa.
B) Não importa a quem se pede ajuda.
C) Ao precisar de ajuda, deve-se saber a quem pedir.
D) Nunca se precisa de ajuda.
 E) Ao ajudar, não se deve cobrar.

03. Por que o bêbado não atendeu ao pedido do coveiro?
A) Porque ele não ouviu o seu pedido de socorro.
B) Porque enterrar defunto era o seu ofício..
C) Porque ele não estava em plena consciência dos seus atos.
D) Porque ele queria brincar com o coveiro
E) Porque ele não era capaz de carregar o coveiro.

04. Ao cair na cova, o coveiro
A) ficou sem reação.
B) não pediu socorro.
C) recebeu ajuda imediata.
D) sempre teve esperança.
E) se viu impotente.

05. Ao dizer Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!, o bêbado
A) achou que o coveiro estava se divertindo.
B) sentiu pena do coveiro por estar coberto de terra.
C) não entendeu a sua situação.
D) ) tratou o coveiro com palavras indelicadas.
E) humilhou o coveiro.

06. Qual característica não se observou no coveiro?
A) Distraído.
B) Trabalhador.
C) Persistente.
D) Apavorado.
E) Preguiçoso.

07. Durante a noite, o coveiro
A) ouviu bastantes vozes de pessoas.
B) presenciou o barulho dos animais.
C) teve ajuda de várias pessoas.
D) sentiu bastante frio.

E) saiu da cova.


Estudo do texto
1) Explique o desespero do coveiro.

2) Por que ninguém atendeu quando o homem gritou?

3) Qual era o único som que se ouvia na madrugada?

4) "Só pouco depois da meia-noite é que lá vieram uns passos." De quem eram esses passos?

5) A expressão "ébria" significa:
a) generosa                           c) embriagada
b) espantada                         d) assustadora

6) Em "condoeu-se o bêbado", a expressão em destaque significa:
a) ficou com dor                    c) ficou contente
b) ficou com pena                 d) ficou sem reação

7) O homem disse que estava com muito frio. O que o bêbado entendeu dessa afirmação?

8)  A palavra "mortinho" foi usada no diminutivo para indicar tamanho pequeno ou afetividade?

9) A função da moral é transmitir um ensinamento. Explique o ensinamento transmitido pela moral desse texto.

Resposta:
1) Ele ficou preso em uma cova.
2) Porque não havia ninguém no cemitério.
3) Pipilos e coaxares naturais.
4) De um bêbado.
5) c) embriagada
6) b) ficou com pena
7) Que ele estava com frio porque era um morto e tiraram a terra de cima dele.
8) afetividade

9) Que dependendo de quem se propõe a te ajudar, essa pessoa acaba atrapalhando ainda mais.

O menino e o padre- Interpretação de conto regional


O menino e o padre

Um padre andava pelo sertão, e certa vez com muita sede, aproximou-se de uma cabana, e chamou por alguém de dentro. Veio então lhe atender, um menino muito mirrado.
- Bom dia meu filho, você não tem por aí uma aguinha aqui pro padre?
- Água tem não senhor, aqui só tem um pote cheio de garapa de açúcar, se o senhor quiser... - disse o menino.
- Serve, vá buscar por favor. - pediu-lhe o padre.
E o menino trouxe a garapa dentro de uma cabaça. O padre bebeu bastante e o menino ofereceu mais. Meio desconfiado, mas como estava com muita sede o padre aceitou.
Depois de beber, o padre curioso perguntou ao menino:
- Me diga uma coisa, sua mãe não vai brigar com você por causa dessa garapa?
-Briga não senhor. Ela não quer mais essa garapa, porque tinha uma barata morta dentro do pote.
Surpreso e revoltado, o padre atirou a cabaça no chão e esta quebrou-se em mil pedaços, e exclamou:
- Moleque danado, por que não me avisou antes?
O menino olhou desesperado para o padre, e então disse em tom de lamento:
- Agora sim eu vou levar uma surra das grandes, o senhor acaba de quebrar a cabacinha de vovó fazer xixi dentro!
Nota: Conto regional do nordeste, muito conhecido em todo interior de Pernambuco ao Maranhão. Origem desconhecida
1) A imagem se refere a quais linhas do texto?
2) Procure no dicionário o significado das palavras destacadas no texto.
3)Que fatos ocorreram no texto que fizeram com que o padre ficasse com nojo da garapa?
4) De que outra forma o padre chamou ao menino?
5) Os Estados de Pernambuco e Maranhão ficam em que região do Brasil?
6) Qual a fonte do texto, quantos parágrafos e linhas ele tem?
7) Crie uma fala abaixo da última fala do menino demonstrando a reação negativa do padre.
8) Na linha 17 do texto a palavra "surra" pode ser substituída por:
( ) briga ( ) bronca
( ) coça ( ) corrida
9) Em que tipo de moradia residia o menino? ____________________________________
10) De acordo com o texto, podemos afirmar que o menino morava com...
( ) a mãe e a avó ( ) somente com a avó
( ) somente com a mãe
11) Complete a frase com reticências da linha 5 do texto.
12) O texto pode ser classificado como:
( ) fábula ( ) poesia
( ) reportagem ( ) conto
13) Retire do texto uma frase negativa: ______________________________________________
14) A expressão "cidade do interior" se refere a:
( ) uma cidade grande ( ) uma cidade afastada
( ) uma cidade pequena

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A boa sopa - Interpretação de conto 2/3º anos

A BOA SOPA
 

         Era uma vez uma mocinha pobre e piedosa que vivia sozinha com a mãe. Como não havia mais nada para comer na casa delas, a menina entrou na floresta em busca de alguma coisa. Na floresta ela encontrou uma mulher idosa que tinha conhecimento de sua pobreza e lhe deu de presente uma panelinha à qual era suficiente dizer: “panelinha, cozinhe!”, para que na mesma hora ela cozinhasse uma excelente sopa de painço bem cremosa; e quando alguém dizia: “panelinha, pode parar!”, ela logo parava de fazer a sopa.
         A menina voltou para casa levando a panela e com aquele presente a pobreza das duas acabou, pois mãe e filha comiam a boa sopa da panelinha sempre que tinham vontade, e na quantidade que quisessem. Uma vez a menina havia saído e a mãe disse: “panelinha, cozinhe!”. A panela cozinhou e a mãe comeu até ficar satisfeita; quando a fome acabou, a mãe quis que a panelinha parasse, mas como ela não sabia o que era preciso dizer, a panela continuou fazendo a sopa e a sopa transbordou, a panelinha continuou e a sopa escorreu pela cozinha, encheu a cozinha, escorreu pela casa, e depois invadiu a casa dos vizinhos, depois a rua, e continuou sempre escorrendo por todos os lugares, como se o mundo todo fosse ficar cheio de sopa para que ninguém mais sentisse fome.
É, mas o problema é que ninguém sabia o que fazer para resolver a situação. A rua inteira, as outras ruas, tudo cheio de sopa, e quando em toda a cidade só tinha sobrado uma casinha que não estava cheia de sopa, a menina voltou para casa e disse calmamente: “panelinha, pode parar!”, e a panela parou e a enchente de sopa acabou.
Só que todo aquele que quisesse entrar na cidade era obrigado a abrir caminho comendo a sopa.

FONTE: CONTOS DE GRIMM – COMPANHIA DAS LETRINHAS



Responda
1.    Qual é o título do texto?
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2.    Quantos parágrafos existem no texto?
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3.    Qual é o tema do texto?
____________________________________________________________________________
    4. Leia o trecho abaixo e responda:
“era uma vez uma mocinha pobre e piedosa que vivia sozinha com a mãe. Como não havia mais nada para comer na casa delas, a menina entrou na floresta em busca de alguma coisa”.
O que a menina estava procurando? Justifique sua resposta.
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5. A panelinha cozinhava quando era dito “panelinha cozinhe”, porque ela fazia isso? Marque a alternativa correta.
A. (  ) a panelinha era bondosa.
B. (  ) a panelinha sabia fazer comida.


C. ( ) a panelinha tinha fome.
D. ( ) a panelinha era mágica.



6. Quem era a mulher idosa que a menina encontrou?
A. ( ) uma fada.
B. ( ) uma bruxa.
C. ( ) a avó da menina.
D. ( ) uma mulher rica.

7. Que problema a mãe da mocinha causou?
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8. Qual foi o motivo que levou a mãe da menina a causar problemas na cidade
A. ( ) ela estava com fome.
B. ( ) queria que a panelinha cozinhasse muita comida.
C. ( ) não sabia o que era preciso dizer à panelinha.
D. ( ) ela não tinha poderes.

9. Como se podia entrar na cidade?
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QUESTÕES

1.Releia o trecho abaixo:

“Era uma vez uma mocinha pobre e piedosa que vivia sozinha com a mãe. Como não havia mais nada para comer na casa delas, a menina entrou na floresta em busca de alguma coisa”.

O que a menina estava procurando? Justifique.
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2.Para a panelinha começar a cozinhar era suficiente dizer “Panelinha, cozinhe”. Isso quer dizer que:

a. (     ) a panelinha era bondosa.
b. (     ) a panelinha sabia fazer comida.
c. (     ) a panelinha tinha fome.
d. (    ) a panelinha era mágica.

3.Na floresta, a menina encontrou uma mulher idosa. Quem essa mulher idosa poderia ser?
a. (    ) Uma fada.
b. (     ) Uma bruxa.
c. (     ) A avó da menina.
d. (     ) Uma mulher rica.

4.Que problema a mãe da mocinha causou?
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5.A mãe da menina causou o problema na cidade porque:

a. (     )   ela estava com fome.
b. (     )   queria que a panelinha cozinhasse muita comida.
c. (     )  não sabia o que era preciso dizer à panelinha.
d. (     )   ela não tinha poderes.

6.Leia novamente o trecho abaixo:

“É, mas o problema é que ninguém sabia o que fazer para resolver a situação”.

Qual era a situação a que o trecho se refere? Como o problema foi resolvido?
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7.O que era preciso fazer para poder entrar na cidade?
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8.Essa história se desenvolve por causa de um problema principal. Qual é?
                   
a. (   )  A fome da menina.
b. (   ) A comida que acabou na casa da menina.
c. (   ) A mãe que não sabia fazer a panela parar.
d. (   ) A mulher idosa que deu a panelinha.


domingo, 17 de abril de 2016

História em quadrinhos - Interpretação textual


Interpretação de Texto informativo Planeta Marte

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 4, leia o texto abaixo.

Você viu Marte mais perto?


Na semana de   30/08/2003 o planeta vermelho ficou mais perto da Terra e levou milhares de pessoas do mundo todo para as ruas. Astrônomos profissionais e amadores queriam enxergar Marte que ficou milhões de quilômetros menos distante de nós. Normalmente, Marte fica a 225 milhões de quilômetros da Terra, mas na última quarta-feira a distância diminuiu para 56 milhões! Tudo bem que não deu para notar muita diferença a olho nu, porém, quem usou telescópio pôde ver detalhes do planeta. O mais bacana é que a última vez que Marte ficou tão perto da Terra foi há 60 mil anos, quando nossos ancestrais ainda viviam em cavernas. Quem perdeu vai ter de esperar um bocado: Marte só voltará para perto de nós em 2287.
(Estadinho, 30/08/2003)

1. Quando Marte voltará a ficar mais perto do planeta Terra?

(A) No ano de 2287.                                              (B) Daqui a 60 mil anos.
(C) Daqui a 56 milhões de anos.                           (D) Daqui a 225 milhões de anos.

2. A expressão "planeta vermelho" se refere
(A) a Terra.                                                           (B) a Marte.
(C) ao Sol.                                                            (D) a Lua.

3. A notícia fala, principalmente,

(A) de detalhes do planeta Marte.
(B) dos homens que viviam em cavernas.
(C) da diminuição da distância entre Marte e Terra.
(D) de astrônomos profissionais e amadores.

4. Quem não conseguiu ver Marte tão próximo da Terra, na semana de 30 de agosto de 2003, não o verá mais porque

(A) Marte não voltará a passar perto da Terra.
(B) Marte só voltará a passar perto da Terra em 2287.
(C) Marte irá desaparecer do Sistema Solar.
(D) a Terra se distanciará de Marte ainda mais.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

INTERPRETANDO O TEXTO

1) Assinale a alternativa correta:
a) No início do texto, onde estavam os personagens?
(  )Os garotos estavam na escola, brincando no recreio.
(  )Os garotos estavam na porta do cemitério.
(  ) Os garotos estavam sentados na varanda na casa de um deles.

b) Por que os meninos decidem ir ao cemitério?
(  ) Para acompanhar um enterro.
(  ) Devido a uma aposta que fizeram valendo uma bola de futebol.
(  ) devido a uma aposta que fizeram valendo uma bola de basquete.

c) O que era necessário para ganhar a aposta?
(  ) Atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério.
(  ) Atravessar a rua e entrar no cemitério.
(  ) Atravessar a rua e chamar pelos fantasmas pelo portão do cemitério.

d) Depois de se encostar no portão, o que aconteceu ao garoto?
(  ) Sua mão ficou presa no portão, mas ele conseguiu se soltar rapidamente.
(  ) Sua mão ficou presa, ele gritou e  desmaiou em seguida.
(  ) Sua mão ficou presa, ele ficou mudo e desmaiou em seguida.

2) O médico fantasma é uma história sobre medo, um “Conto de assombração”. Descreva o momento mais assustador da história.
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3) Você ficou com medo? Por quê?
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4) Como os meninos perceberam que o velhinho era um fantasma?
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5) Por que será que o desafio era ter que ir ao cemitério à noite? Você aceitaria este desafio? Por que?

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O médico-fantasma

Esta história tem sido contada de pai para filho na cidade de Belém do Pará. Tudo começou numa noite de lua cheia de um sábado de verão. Dois garotos conversavam sentados na varanda da casa de um deles.
- Você acredita em fantasma? - perguntou o mais novo.
- Eu não! - disse o outro.
- Acredita sim! - insistiu o mais novo.
- Pode apostar que não - replicou o outro.
- Tudo bem. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no cemitério à noite.
- Ah, é? - disse o garoto que fora desafiado. - Pois então vamos já para o cemitério, que vou provar minha coragem.
Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério. O portão estava fechado. O silêncio era profundo. Estava tão escuro... Eles começaram a sentir medo.
Para ganhar a aposta, era preciso atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério. O garoto que tinha topado o desafio correu. Parou na frente do portão e começou a fazer caretas para o amigo. Depois se encostou no portão e tentou bater a mão nele. Foi quando percebeu que a camiseta estava presa.
- Socorro! Alguém me ajude! - ele gritou, desmaiando em seguida.
Nisso, apareceu um velhinho vindo do fundo do cemitério, abriu o portão e chamou o outro menino.
- Seu amigo prendeu a manga da camisa no portão e desmaiou de medo. Coitadinho pensou que algum fantasma o estivesse segurando.
O garoto reparou que o velhinho era muito magro, quase transparente.
- Obrigado. Como é que o senhor se chama?
- Eu sou o médico daqui. Vou acordar seu amigo.
O velhinho passou a mão na cabeça do menino desmaiado e ele despertou no mesmo instante.
- Vão para casa meus filhos- ele disse. - Já passou da hora de dormir.
No dia seguinte, os meninos foram procurar o velhinho para agradecer-lhe a ajuda. Mas não o encontraram, nem no cemitério, nem em lugar nenhum.E foi assim que ambos perderam o medo de fantasma,quando perceberam que nem todos os seres misteriosos fazem o mal. Pelo contrário, podem até ajudar. Como aquele médico, que nunca mais apareceu.
PRIETO, Heloisa. Lá vem história outra vez - Contos do folclore mundial. São Paulo: Companhia das letrinhas, 1997.
Interpretação de texto – Elementos da narrativa
1)    Qual é o título do texto? Que outro título você daria?
R.: ___________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
2)    Esse é um texto narrativo, informativo, ou descritivo? Justifique.
R.: ___________________________________________________________________________
3)    Quantos e quais são os personagens do texto?
R.: ___________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
4)    Quem é o autor do texto?
R.: ___________________________________________________________________________
5)    Quantos parágrafos tem o texto? Enumere-os.
R.: ___________________________________________________________________________
     6) Onde ocorre todos os acontecimentos narrados no texto?
a) Rua                             b) Belém do Pará              c) Cemitério             d) casa assombrada

7)    Quem são os personagens que participam da  história?
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8)    A história narrada aconteceu em:
a)    Noite chuvosa        b) noite escura         c) noite de inverno       d) noite de lua cheia
9)    Esse texto é:
a)    Informativo           b) conto de assombração         c) fábula          d) notícia
10)  Qual foi o desfecho ( final) da narrativa? Copie aqui.
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Textos sobre preconceito

VEJA TEXTOS, VÍDEO E TIRINHA DO ARMANDINHO PARA TRABALHAR O PRECONCEITO E RACISMO COM TEXTOS NO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 1.

1 – Leia o Texto abaixo:

VOCÊ TEM PRECONCEITO?

Alguns dias atrás, em uma escola no Rio de Janeiro, aconteceu uma coisa muito, muito triste com uma criança de seis anos.
Você acredita que algumas colegas disseram que o cabelo dela era “de pobre”? E sabe por quê? Pois a menina é a única criança negra da sala de aula.
Ela ficou muito chateada ao ouvir isso, chorou bastante, e a mãe dela até precisou explicar em uma rede social o caso todo, de tanta gente perguntando o que havia acontecido. Saiu até notícia em jornal.
Imagine-se no lugar dela. O que você iria sentir e pensar se alguns colegas falassem algo muito negativo sobre sua aparência, cor da pele ou cabelo?
Vamos conversar hoje sobre racismo. Você já ouviu essa palavra? Sabe o que ela quer dizer?
Significa que existe a ideia de que algumas raças são superiores a outras. E se há raças superiores, há, portanto, as inferiores.
Entenda melhor o que é racismo pensando no que aconteceu com a garota de seis anos.
As colegas disseram que o cabelo dela era “de pobre” pois acham que só os fios lisos são bons e bonitos. Logo, quem não tem cabelo assim é colocado em um lugar inferior. Como o cabelo dos negros não é naturalmente liso, eles são considerados feios, de acordo com essa lógica.
Além do racismo, o que aconteceu também mostrou preconceito contra as pessoas pobres. Preconceito é ter uma atitude contrária a algo ou alguém sem pensar direito, ou ofender alguém por sua cor de pele, classe social, tipo de cabelo ou condição física.
No exemplo da menina, os pobres foram criticados, não foram? Como se ser pobre fosse uma escolha!
Que tal conversarmos hoje sobre racismo, preconceito e sobre como essas situações acontecem aqui na escola?
Falar disso, ouvir pessoas que sofrem com racismo ou preconceito e entender que alguns pensamentos são racistas ou preconceituosos ajudam você a se tornar uma pessoa melhor.
E isso é bom para o seu futuro e para o mundo!
ROSELY SAYÃO – ARTIGO ADAPTADO DE HTTP://WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR/COLUNAS/QUEBRACABECA/2015/10/1692507-VOCE-TEM-PRECONCEITO.SHTML
** Debata com seus alunos situações em que os mesmos relatem preconceito, racismo. Deixe-os falarem, refletirem, dialogarem. Diga para que os alunos se sintam no lugar da menininha ou de outro(a) aluno(a) em situação de preconceito. Depois do assunto esgotado, trabalhe o vídeo abaixo:
Carolina tem 6 anos e mora em Divinópolis-MG. Ela ama seu cabelo crespo e dá dicas para crianças de como lidar com os comentários sobre seu cabelo na escola. Ela ainda dá dica de livros que valorizam sua identidade. Veja o vídeo!
2 – Leia a tirinha abaixo:
preconceito
1 – Na tirinha que você leu, o personagem Armandinho conversa com seu pai sobre o Preconceito. O pai do menino compara o preconceito à:
(a) uma lesma
(b) um sofrimento
(c) uma doença
(d) um desvio de caráter
2 – Como o Preconceito pode ser transmitido?
(a) por um vírus
(b) por uma bactéria
(c) pelos inimigos
(d) pelos pais, amigos da escola e até pela TV.
3 – O pai de Armandinho explica ao filho que Preconceito tem cura, que pode ser tratado com:
(a) remédios
(b) educação
(c) atividade física
(d) alimentação
3.Leia o texto abaixo, escrito por um garoto de onze anos:

TEXTO CONTRA O PRECONCEITO 5 ANOERA UMA VEZ UMA SALA DE AULA

Era uma vez uma sala de aula. Lá tem todo tipo de gente: tem a Júlia, baixinha e calma (que só fica nervosa quando a chamam de baixinha), tem a Laura, um pouco maluca, divertida e engraçada, e tem a Giovana, bem mais alta que eu…
Tem muita gente. Tem Jhonatan, tem Augusto, William e tem até o Gustavo, um garoto negro, baixinho e esperto (que, é claro, sou eu).
Nessa sala tem todo tipo de coisa, só não tem uma coisa: preconceito. Todo mundo é diferente, e é isso que é bom.
A diferença de altura da Júlia para a Giovana, por exemplo, nem importa. As duas são amigas. O fato de o William ser negro e o Augusto ser branco também não muda nada. Os dois têm até uma coisa em comum: amam jogar “Minecraft”.
As diferenças só deixam as pessoas mais interessantes, não tem motivo para preconceito!
Sem falar que, por dentro, somos todos iguais, só muda o caráter. As pessoas não devem julgar pelas aparências. Todos temos defeitos, mas também temos qualidades.
GUSTAVO GOMES11, colunista da “Folhinha”

QUESTÕES PARA PENSAR E RESPONDER:

  1. Você conheceu através das palavras, a sala de aula do Gustavo. Ela se parece com a sua sala de aula? De que forma?
  2. Como o Gustavo se identifica no texto?
  3. Na sala de Gustavo, não tem preconceito. Para exemplificar essa afirmação, ele utiliza dois exemplos. Quais são eles?
  4. Escreva o nome de 5 amigos(as) e suas diferenças (características).
  5. Você concorda com a frase “As pessoas não devem julgar pelas aparências”? Explique o porquê.

B